Espaço para a divulgação e troca de ideias, opiniões e dicas para se Ensinar História
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domingo, 29 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
Assembléia em sala de aula - Grécia - Sugestão de Atividade
A assembléia é uma forma de decisão participativa através de grupos de pessoas. A etimologia da palavra é do latim assimulare(juntar), trazendo uma noção de reunião de pessoas com ideias semelhantes, ou ainda de um mesmo grupo social.
É difícil precisar a sua origem mas certamente, encontraremos na Grécia clássica, diversas referências a essa forma de organização social e política. Era o caso por exemplo, da Bulé e da Eclésia.
Em nosso dia-a-dia, fazemos uso em diversas instâncias das assembléias. Elas inclusive, figuram o nome de alguns de nossos espaços políticos como as Assembléias Legislativas.
Sugestão de Atividade - Assembléia com as turmas
Ao final do trimestre escolar, resolvi propor em minhas turmas do Ensino Fundamental, uma assembléia para que pudéssemos avaliar o nosso trabalhos nesses três meses.
1ª Etapa - Apresentação
Trabalhar o conceito de assembléia. Trazer o histórico e explicar como a mesma funciona. Aqui, abre-se uma possibilidade imensa de debate acerca da democracia atual, os processos desigualdades sociais e a lógica de representação política partidária.
2ª Etapa - Pauta
Apresentar a pauta da assembléia. No nosso caso, trabalhamos os seguintes pontos:
- Avaliação da turma - a professora avalia a turma e os alunos comentam a fala;
- Avaliação das aulas - os alunos avaliam as aulas e a professora comenta as falas;
- Regimento - rever o regimento proposto na primeira semana de aula;
- Desejos para o próximo trimestre - os alunos escrevem em papéis aquilo que desejam para as nossas aulas.
3a Etapa - Realização da assembléia
Utilizei cerca de uma hora para a atividade, mas dependendo da discussão é possível flexibilizar para mais ou menos tempo.
*dica: para organização das falas, é interessante que algum aluno fique responsável pela organização das inscrições. Em nosso caso, contamos com a ajuda de estagiários de Prática de Ensino em História da Universidade Federal Fluminense - UFF.
Impressões
A proposta de assembléia foi trazida, no sentido de chamar os alunos à responsabilidade de nosso processo de ensino-aprendizagem. Brinco com eles, que sem eu ali, não há aula. Também se eu estiver sozinha, sem os alunos, a aula não acontece. É por isso, que valorizo junto às minhas turmas a noção de coletividade. Sem eximir-me de minhas responsabilidades e lugar de professora, mas flexibilizando a responsabilização total do professor em possíveis casos de dificuldades e fracassos. Ao permitir que os alunos participem dessa construção cotidiana e ao compartilhar as minhas angústias e dificuldades, sinto que nos aproximamos. Desse modo, em roda, somos todos, alunos-professores e sentimos, que por momentos, as paredes da escola se mostram apenas de forma imaginária.
Lembrei, assim, do Ubuntu (com essa imagem acima) Zulu, que traz a noção de que as parte individuais só existem pois estão inseridas num tudo. Ubuntu, eu sou porque nós somos!
sábado, 3 de maio de 2014
O enigma da construção das Pirâmides, revelado?
Por: Andrew Tarantola (Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/estudo-egipcios-piramides/ )
Uma
civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras
de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta
aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da
Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e
a solução estava na nossa cara o tempo todo.
Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.
Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.
Quando
você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a
afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida
regularmente antes que possa se tornar um obstáculo ainda maior.
A
areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de
umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de
areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material.
Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade
a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade. Ou
seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó.
As
experiências realizadas servem para confirmar o que os egípcios claramente já
sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo
de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos
transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há
um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na
imagem acima, à direita do pé da estátua.
Será que gora
podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica? O estudo foi
publicado naPhysical Review Letters. [Universidade de
Amsterdã via Phys.org via Gizmodo en
Español]
Imagens por wmedien/Shutterstock; Al-Ahram
Weekly, 5-11 de agosto de 2004, edição 702; Universidade de Amsterdã
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Projeto Quilombo Ontem e Hoje - Sugestão de Atividade
Ao trabalhar com a escravidão romana, no sétimo ano, construí um diálogo com a escravidão negra e suas formas de resistência. Assim surgiu o projeto "Quilombo Ontem e Hoje", que visa traçar um paralelo entre alguns quilombos e as atuais favelas no Brasil.
Num primeiro momento, portanto, resgatamos a história dos quilombos no Brasil. Num segundo momento, construiremos relações entre algumas das favelas atuais e antigos quilombos.
Trabalhamos com o formato de vídeos em slide-show e abaixo, a sugestão da atividade.
Projeto "Quilombo Ontem e Hoje":
1ª Etapa
Discutir com a turma o tema, o video do filme "Amistad" pode fomentar a discussão:
Num primeiro momento, portanto, resgatamos a história dos quilombos no Brasil. Num segundo momento, construiremos relações entre algumas das favelas atuais e antigos quilombos.
Trabalhamos com o formato de vídeos em slide-show e abaixo, a sugestão da atividade.
Projeto "Quilombo Ontem e Hoje":
1ª Etapa
Discutir com a turma o tema, o video do filme "Amistad" pode fomentar a discussão:
(Uma sugestão é a de trazer algum material escrito sobre a temática, ou ainda, trabalhar a partir de fontes)
2ª Etapa
Dividir a turma em duplas ou trios e acompanha-los à sala de informática.
Orientar a busca por imagens e escolha de músicas.
Editar o video no programa "Windows Movie Maker".
3ª Etapa
Exibição dos vídeos para discussão e auto-avaliação do trabalho realizado.
--> Abaixo, compartilho alguns dos vídeos que realizamos:
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domingo, 30 de março de 2014
Mestrado Profissional em Ensino de História - PROFHISTÓRIA - UERJ
O PROFHISTÓRIA é um programa de pós-graduação stricto sensu em Ensino de História, reconhecido pela CAPES. Visa à formação continuada do docente em História que atua na educação Básica, propiciando qualificação certificada para o exercício da profissão.
As inscrições acontecem de 01/04/2014 a 01/05/2014
Mais informações em: http://www.profhistoria.uerj.br
quinta-feira, 27 de março de 2014
Família real no Brasil (1808) - Quadrinhos animados
Eu adoro quadrinhos, apesar de não ser uma conhecedora, percebo que possuem um forte apelo popular. Procurando vídeos interessantes sobre História no Youtube, me deparei com a série "Dom João no Brasil" produzida pela TV Futura. Partindo da lógica dos quadrinhos, traz em diversos episódios a vinda da família real ao Brasil.
Montei uma playlist com todos os episódios para facilitar a busca de vocês.
Confira o primeiro episódio e abaixo dele o link para a lista:
Dom João no Brasil (Canal Futura)
sábado, 8 de fevereiro de 2014
O Projeto que virou pintura
O Colégio Universitário Geraldo Reis - COLUNI/UFF desenvolve todos os anos o projeto Pibiquinho. Atrelado ao PIBIC, concede bolsas a alunos que participam de projetos de pesquisa idealizados pelos professores da instituição. Como professora de História do COLUNI, orientei o projeto Narrativas Multimidiáticas junto a alunos do segundo segmento do Ensino Fundamental. Abaixo, compartilho com você um texto meu que faz um balanço afetivo sobre a experiência, parte do E-Book lançado em parceria com o projeto Narrativas Infanto-Juvenis, coordenado pela professora Aldaléa Figueiredo.
O projeto que virou pintura
Um dia
sonhei que a escola era como uma tela de pintura coletiva, todos pintavam com o
dedo, misturando as tintas e os traçados. Não tinha essa coisa de diferenciar
se era professor, aluno ou funcionário, todo mundo pintava porque a escola era
todo esse mundo. E surgiam arco-íris, sóis de diversas tonalidades, pássaros,
corações e outros desenhos que a gente entende mas que ainda não deram nome. Um
dia sonhei essa escola, e como não esquecia passei, pouco a pouco, a pintar
essa tela por onde eu ia. Essa pintura, me trouxe até aqui.
Você já deve ser percebido que educação e arte podem se misturar,
não é? Para acontecer, a arte precisa de caminhos para comunicar, na verdade,
toda informação precisa de um caminho para chegar até alguém. Esse meio por
onde as informações passam chamamos de mídia, ela pode ser uma tecnologia como
uma caneta ou um celular, e pode também ser o nosso próprio corpo. De tanto
pensar o caminho da informação que podia virar arte, pensei num projeto que
poderia fazer com que a nossa pintura fosse multimidiática. Como já dizia um
sábio “o ser humano não é uma ilha” e busquei ajuda para fazer a ideia
acontecer.
Com a professora Aldaléa, pensamos que as narrativas não são
apenas escritas e nesse caminhar surgiram muitas ideias e vontades. Da
experimentação audiovisual, encontramos as animações. E foram muitas, vimos as
de massinha, com recortes, outras com imagens cortadas fazendo um stop-motion e até com peças de lego. Ver
nos deixava curiosos e nada melhor do que fazer para aprender! Das conversas
passamos aos story-boards, que eram
desenhos dos filmes que gostaríamos de fazer. Alguns viraram filme, outros não.
Porque a gente aprendia que o mais importante não era o filme pronto e sim a
forma como caminhávamos até ele.
Aos poucos fui percebendo que nossos encontros semanais na Sala
de Leitura não acabavam quando íamos embora, a impressão era de que havia eco,
um eco bom de ouvir. Quando eu chegava no 7o ano como professora,
para falar da África antiga ou ainda do Feudalismo, haviam sorrisos diferentes.
Uma cumplicidade entre os alunos do projeto se construía e contagiava o
restante da turma. Era como se trouxéssemos os nossos processos de descoberta
para a aula cotidiana. E aí não se sabia mais onde começava a aula e onde
terminavam os encontros do projeto Narrativas
Multimidiáticas.
A nossa pintura que começou ali na Sala de Leitura
com alguns alunos, professores e bolsistas de iniciação à docência está cada
vez maior. Aquela primeira tela ficou pequena, então talvez precisemos de
muitas outras formas de telas e pintores. Se você, leitor, chegou até aqui, é
possível que já esteja com os dedos sujos de tinta, é que isso de pintar a vida
acaba saindo do controle da gente.
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