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domingo, 10 de agosto de 2014

Griots e Griottes - Tradição oral e ancestralidade na África

GRIOTS E GRIOTTES
Povo do oeste da África, com Griots ao centro (de branco) - incício séc. XX

Quem são?
Desenho do Griot Djeli
Os griots(homens) e griottes(mulheres) são figuras importantes em diversos povos da África oeste, como os Mandê, Mandinga, Songhai, entre outros. Dizem que são contadores de histórias, mas são mais do que isso. Os griots e griottes são responsáveis por fazer a manutenção das tradições: contar as histórias passadas, passar ensinamentos, ensinar diversos conhecimentos e trazer as notícias de outros povos. Geralmente, utilizam-se da música, com o instrumento de corda chamado Kora, para encantar as histórias que cantam e contam. São também chamados de "guardiões da cultura oral africana".

Como se tornar Griotte ou Griot?
Geralmente, para se tornar uma griotte ou um griot é necessário ter nascido em família de griots. Assim, desde que nasce, o indivíduo é ensinado nas diversas artes e conhecimentos passados pela tradição.  Existem escolas que também ensinam como se tornar um griot através do contato com mestres antigos. Por fim, é importante que estejam sempre viajando, para aumentar o seu conhecimento sobre outros povos e histórias.

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* Até hoje os griots e griottes continuam trabalhando para a manutenção das tradições de seus povos.


Griotte Djeli a Bamako

Fontes:
http://tpafrica-eng.blogspot.com.br/2009/08/griot-master-of-word.html
http://www.taringa.net/posts/videos/17687648/Griots-guardianes-de-la-cultura-oral-africana.html
http://babathestoryteller.com/the-ancient-craft-of-jaliyaa/an-introduction-to-orature/
https://www.bucknell.edu/Documents/GriotInstitute/What%20is%20a%20Griot.pdf

terça-feira, 21 de maio de 2013

Quem são os Griots?

Griot é como são chamados, em alguns povos da África, os contadores de histórias. Possuem uma função especial que é a de narrar as tradições e os acontecimentos de um povo. O costume de sentar-se embaixo de árvores ou ao redor de fogueiras para ouvir as histórias e os cantos, perdura até hoje. Os griots também são músicos e muitas vezes as narrativas são cantadas. O Império Mali, sob o comando de Soundjata Keita, por volta do século XIII confere importância notável a esses sábios. A construção da história de base oral é marca dos povos africanos antigos e o griot tem papel fundamental em sua estruturação.

Abaixo dois videos com Griots, o primeiro proveniente da aldeia Yelekela no Mali e o segundo com Angelo, griot de Guiné Bissau.






(Para saber mais: http://www.ciadejovensgriots.org.br/griots.php)

quinta-feira, 21 de março de 2013

A Cultura do Funk nas escolas - Batalha do Passinho


(Publicado originalmente em CIEDS.)



Por Ana Paula Santana


  "Expressividade cultural, disseminação da cultura Funk por meio de ferramentas pedagógicas, mistura de ritmos como samba e frevo e valorização da identidade individual e coletiva são alguns dos elementos que constituem o "Desafio do Passinho". O "'Desafio' é um concurso desenvolvido pelo gestor do projeto HUgo de Oliveira nas escolas localizadas no Complexo do São Carlos (Escola Municipal Catumbi, Estados Unidos e Canadá) que integram o projeto Bairro Educador, no Rio de Janeiro, que utiliza o ritmo do funk como forma de expressão corporal e sociocultura.
   As oficinas do "Desafio do Passinho" são executadas desde outubro do ano passado com o apoio dos professores de educação física, que além de trabalhar o movimento corporal do funk, também ensinar a história e origem da dança do passinho, mostrando para os estudante os principais precursores dessa coreografia, que tem como característica desmistificar a questão da sexualidade e da violência.
Através da uma articulação feita entre 
   A “Batalha”, que já está em sua segunda edição, é um concurso de dança que utiliza como coreografia o “passinho do menor da favela”, termo criado e conhecido popularmente por moradores das comunidades cariocas. A “Batalha” tem a mesma expressividade cultural do “Desafio do passinho”. Este ano a “Batalha do passinho” está envolvendo 16 comunidades pacificadas da Zona Norte e Zona Sul do Rio de Janeiro: Batan, Formiga, Cantagalo, Borel, Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Jacarezinho, Macacos, Mangueira, Prazeres, Salgueiro, Providência, São Carlos, Tabajaras, Vila Cruzeiro e Vidigal.
   Para Hugo de Oliveira houve mudanças no comportamento de alguns estudantes após participarem das oficinas. Ele ressaltou que a comunidade escolar aceitou a ideia de trabalhar o Funk dentro das salas de aula.“Eles pesquisam sobre a movimentação corporal de outros meninos vendo vídeos na internet,  e isso é muito bacana. O passinho oportuniza o crescimento intelectual e corporal, rompendo barreiras e faz com que o jovem se aproprie da sua identidade  local  e conheça novas culturas”, ressaltou Hugo.
   A disputa final da “Batalha do passinho” será realizado no dia 28 de abril, no Parque de Madureira. A final contará com 16 candidatos selecionados pelo público, em votação aberta na internet, para concorrerem aos prêmios de 10 mil, 8 mil e 5 mil reais para os três primeiros colocados."
 As inscrições estão abertas e mais informações estão disponíveis em www.batalhadopassinho.com.br

Para saber mais sobre a Batalha do Passinho 2013, confira o vídeo:



domingo, 10 de março de 2013

Ecos Antigos - a música no tempo de Jesus

Navegando pelo universo do Judaísmo Antigo encontrei essa pesquisa musical super interessante:

"Você alguma vez imaginou como era a música no tempo de Jesus? Baseados em anos de intenso estudo e pesquisa, Christopher Moroney e SAVAE[Sant Antonio Vocal Arts Ensemble] recriaram com brilhantismo e criatividade a música que Jesus pode ter ouvido nos templos e sinagogas do primeiro século. (...) A música foi recriada a partir de fragmentos de melodias Hebraicas, música Babilônico-Judaica e canções tradicionais que foram passadas através dos anos desde o tempo de Jesus." (Minha Tradução - Fonte: http://www.rakkav.com/biblemusic/pages/recordings/ancient.htm

Confira algumas das canções do álbum "Ancient Echoes".


Esse vídeo (em inglês) apresenta o SAVAE[Sant Antonio Vocal Arts Ensemble] e o processo de pesquisa musical, inclusive com a recriação e utilização de instrumentos antigos em seu trabalho.

sábado, 22 de dezembro de 2012

O funk carioca e as batalhas de passinho

Ontem, estive na Batalha do Passinho no Morro do Chapéu Mangueira, aqui no Rio. Fiquei admirada com a energia, o companheirismo e a alegria de todos os garotos e garotas envolvidos. Um coletivo, o Dá teu Papo, de jovens das comunidades do Chapéu e do Babilônia organizaram o evento. 
Pensei na notícia recente do governo cubano em perseguir e censurar o Reggaeton afirmando que é imoral e que suja a imagem do país. Por aqui não é diferente, diversos são os movimentos culturais de origem popular perseguidos e invalidados pelas vozes hegemônicas. Ao funk carioca é atribuído fazer apologia ao crime e falar apenas de sexo. Alguns chegam a dizer "Isso não é música!". Não só é música, como é cultura! Promove uma série de movimentos maiores que os proibidões, tão criticados pela Mídia Colombina. O movimento dos passinhos está aí pra mostrar as possibilidades culturais e históricas do funk. Através dessa cena podemos articular uma série de debates sobre a questão negra hoje, no Brasil.
Os meus alunos amam funk, estão dançando e cantando a todo momento, como ignorar esse gostar se é possível construir conhecimento a partir dele?


Deixo os links de videos da final da batalha de ontem e do trailer do filme "Batalha do Passinho - os muleque são sinistro":







sábado, 19 de maio de 2012

Tudo é ritmo

O que África tem a ver com a Pré-História? Pensar em temas que verticalizem as discussões, atrelando as realidades dos alunos ao conteúdo promove aulas permeadas de mais significação. As teorias evolucionistas defendem que o homem surgiu na África. Em vista da lei que regulamenta o ensino de História da África nas escolas brasileiras, porque não aproveitar o mote para promover esse resgate?
Fica como referência para possíveis discussões o incrível vídeo "Ritmo Foli" em que música, cotidiano e transcendência se intercambiam.