No próximo dia 18/10, o Programa Educativo do Travessias 3 (Galpão Bela Maré), convida: educadores, professores, gestores,artista-educadores, estudantes, visitantes e passantes para experienciar vivências e trocas acerca da arte, educação e a cidade.
Haverá entrega de declaração de participação.
Dia 18/10 | Programa Educativo Travessias Inscrições: educativo.travessias@gmail.com [assunto: Multiplicadores]
O mês de Junho de 2013 tem sido atípico para a maior parte dos brasileiros. O que está sendo chamado de Primavera Brasileira, vem marcado de constantes mobilizações, manifestações e protestos de todos os tipos. O protagonismo juvenil, sobretudo a partir das redes sociais para Internet chama a atenção e nos faz atentar para a importância das possibilidades de mídias articuladoras.
Nosso alunos, de diversas idades, têm assistido o desenrolar desses acontecimentos e certamente têm muito a falar sobre o assunto.
Essa atividade, aproveita desse momento intenso para suscitar um debate em sala de aula que perpasse as questões históricas e políticas do país.
Já que falamos em mídias e redes sociais, fui buscar a lógica dos Zines Punks como forma de possibilidade contra-hegemônica de circulação de opiniões e ideias.
Os Zines
A sua origem vai encontrar-se nos Estados Unidos em 1929. Seu uso foi marcante na Europa, especialmente na França, durante os movimentos de contra-cultura, de 1968. Os fanzines também são geralmente (de forma errônea) indicados como tendo aparecido no movimento punk, devido ao uso marcante de fanzines pelo movimento.
Graças a todos esses movimentos, os fanzines são uma ferramenta amplamente difundida de comunicação impressa de baixos custos. No Brasil, desde a década de 1980 até hoje, os "zines" se converteram no meio de veiculação de idéias mais usado por punks e anarquistas.
Objetivo: Promover discussão acerca dos eventos que vêm ocorrendo no Brasil, promovendo a construção crítica de ideias. Construção de uma mídia barata e de ampla circulação.
Material: Jornais e revistas para recorte, cola, tesoura, máquina de xerox.
1a Etapa: Antes do debate, trouxe como forma de construir um fio histórico, duas revoltas populares relacionadas à qualidade do transporte público no Brasil.
"Revolta do Vintém", no Rio de Janeiro em 1880. O vídeo abaixo traz um trecho da minissérie "Chiquinha Gonzaga" falando sobre a revolta
Revolta da Cantareira, em Niterói-RJ, no ano de 1959. O vídeo abaixo foi produzido elo LABHOI - UFF.
Em círculo, estimular um debate acerca das manifestações que vem ocorrendo no país. Como questões geradoras, podemos elencar "Porquê as pessoas estão nas ruas protestando?", "O que podemos fazer para melhorar a sociedade em que vivemos.", "O brasileiro é um povo passivo politicamente?", entre outras.
2a Etapa: Explicar o que são os Zines, se possível passar o video a seguir:
Entregar os jornais e revistas e pedir que coloquem no papel os incômodos que possuem em relação à sociedade e o que gostariam que mudasse. Aqui é interessante ressaltar a ideia da bricolage, da mistura de elementos escritos, imagéticos, intervenção nas imagens e colagens.
3a Etapa: Xerocar as produções realizadas, talvez produzir um mural ou ainda, fazer uma cópia para cada um, ressaltando que podem replicar o material com as suas ideias e repassá-lo.
A Casa Daros, com sede em Zurique é uma instituição voltada à arte contemporânea latino-americana e tem um lindo espaço em Botafogo no Rio. Poderíamos pensar que é simplesmente mais um Centro Cultural mas tem um fator que a diferencia em muito de outros espaços na cidade, a Educação. Segundo Roberta Condeixa, assistente de Arte e Educação, todo o espaço e a forma de pensar a exposição das obras passa pelo setor Educativo. Desse modo, a instituição aposta na ideia de que Arte é Educação, buscando dialogar suas atividades, exposições e espaço com os processos educativos.
Nesse diálogo, acontecem os Encontros para Multiplicadores, entendidos como:
"Atividade para professores, educadores sociais, artistas, pesquisadores, estudantes de arte e pedagogia conhecerem a filosofia de educação da Casa Daros, explorando a arquitetura do prédio e suas exposições." (Mais infos em: http://www.casadaros.net/index_rio.php?i=1154)
Participei do encontro de hoje e foi muito interessante, voltei cheia de questões instigantes acerca da educação e de como pensá-la enquanto atitude estética. A exposição "Cantos Cuentos Colombianos" é super provocativa e merece horas livres para poder experiência-la. Fica a dica desse espaço provocativo que nos convida a aprender com a arte!
O sexto ano inicia-se com a discussão acerca da origem do Homem, contrastando a explicação científica a partir da Teoria da Evolução de Charles Darwin e a Teoria Criacionista, sobretudo Cristã. Acho relevante trazer mitos e lendas de criação que não circunscrevam somente as narrativas bíblicas. Mitos de povos indígenas e africanos são fundamentais para abrir outras problematizações sobre a nossa ancestralidade.
Na maioria das escolas há uma progressiva diminuição de atividades atreladas a arte ao longo das séries do Fundamental. O sexto ano é o início desse processo em que o aluno muitas vezes ingressa na pré-adolescência e é chamado a ter mais responsabilidades. Também é o período em que diminuem as atividades relacionadas a arte. É como se o universo artístico se relaciona-se com o universo infantil apenas. Assim, ouvir histórias contadas passa a ser cada vez mais raro ao longo do Ensino Fundamental, chegando muitas vezes a inexistência no Ensino Médio. Relevante é desconstruir essa relação de que só as crianças escutam histórias, trazendo a importância das tradições orais em diversas culturas e civilizações ao longo do tempo.
No dia de ontem, meus alunos ouviram o Mito Fon/ Ewé e o Mito Guarani da criação. Abaixo um trechinho de ambos:
Bolsista Leonardo Luz conta história para o sexto ano do COLUNI-UFF
"(...) Após criar o mundo, Nanã deu origem aos gêmeos a
quem batizou de Mawu-Lisa e deu a eles a tarefa de criar o homem e povoar a
Terra. Com a criação do par Mawu-Lisa, Nanã criou o equilílibrio do mundo e dos
seres vivos. Mawu é o princípio feminino, a fertilidade, a
suavidade, a compreensão, a ponderação, a reconciliação e o perdão. Lisa é o princípio masculino, o julgador, a
impaciência, a força cósmica que castiga os homens errados e os corrige, a
seriedade. Ele está sempre atento para que as leis de Mawu sejam cumpridas." (Mito de Mawu-Lisa, povo Fon/Ewé)
"(...) Um dia TUPÃ resolve criar a Mãe Terra que iria
desenhar suas futuras formas: montanhas, lagos, rios e muitas outras coisas. Depois
de criada a Terra precisava de alguém para continuar o trabalho da criação.
Tupã é quem cuida das grandes coisas. Assim cria o primeiro ser quase humano
chamado Tupã-mirim que significa pequeno criador. Quando
Tupã-mirim surgiu não conseguia viver na Terra. Ele não tinha forma, ora
parecia o ar, ora o vento, às vezes era alado e luminoso – parecendo um pássaro
que nunca se havia visto no Universo. Tupã-mirim disse a Tupã “Não consigo
viver na Terra, Tupã, é tudo muito estranho e me sinto infeliz!”. Tupã pede então
que ele vá aos quatro cantos do mundo para buscar sabedoria." (Mito de Tupã-Mirim, povo Guarani)
Nós, do Instituto de Arte Tear, estamos preparando uma vasta programação de oficinas para iniciarmos o nosso ano. E, gostaríamos de pedir uma grande ajuda de vocês na divulgação. Nossas atividades são preferencialmente para alunos (as) da rede publica de ensino. Então, por favor, convide-os (as).
Nossas oficinas são:
Artes Visuais
Artes Audiovisuais
Teatro e Dança
Música
para mais informações:
Rua Pereira Nunes, 138 – Tijuca – Rio de Janeiro (RJ)