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sábado, 11 de outubro de 2014

Encontro entre multiplicadores - Travessias 3


CIRCULAÇÃO COMO PRÁTICA DA LIBERDADE




No próximo dia 18/10, o Programa Educativo do Travessias 3 (Galpão Bela Maré), convida: educadores, professores, gestores,artista-educadores, estudantes, visitantes e passantes para experienciar vivências e trocas acerca da arte, educação e a cidade. 
Haverá entrega de declaração de participação.

Dia 18/10 | Programa Educativo Travessias
Inscrições: educativo.travessias@gmail.com
[assunto: Multiplicadores]

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Professor e a mediação de conflitos em sala de aula

Ontem, li o post "Não fique calmo. Sobre racismo na infância."  no Blogueiras Negras e fiquei pensando em como nós professores, presenciamos cotidianamente práticas de racismo na escola. 

Pensando nisso, me fiz uma questão, qual o papel do professor em sala de aula?
Com meus alunos, costumo brincar com a seguinte ideia: o conteúdo   da disciplina a ser trabalhada é o chão por onde caminhamos, a forma e o que acontece nessa caminhar , integram o processo que chamamos de educar. Desse modo, o professor deve ter em mente que não está ali apenas para transmitir o conhecimento ao aluno. Para alguns, pode parecer antiquado retomar a discussão que Paulo Freire já realizava na década de 1970, mas a "educação bancária" continua a efetivar-se. Diversos debates buscam compreender a atual crise da educação, pesquisadores se lançam a pensar a carreira docente, as políticas públicas, a didática, o currículo, entre outras esferas. Mais do que os debates acadêmicos é preciso retomar uma palavra fundamental para pensarmos a educação: sensibilidade. Ao retoma-la, falo do processo fundamental ao educar que é o da troca humana. Sensibilidade é, portanto, estar aberto para esse outro tão diverso e plural. Afinal, em tempos de coisificação humana é preciso lembrar o que parece óbvio, somos GENTE. A educação está em movimento porque nós estamos em movimento, exercitar a alteridade é se permitir adentrar o diferente que habita em tantos corpos e olhares, em tantas escolas e suas salas de aula.
Ser professor é difícil? É! Porque o ser humano é complexo. "Ah, mas as péssimas condições de trabalho fazem piorar tudo." Claro que fazem, mas ainda que tivéssemos a melhor estrutura de trabalho, ainda haveria muita complexidade. Ao ignorarmos essa nossa característica, acabamos por promover diversas manutenções de desigualdades e opressões. Nesse sentido, trago a perspectiva de que o professor deveria se perceber também enquanto mediador de conflitos. E não falo de apartar brigas e sim de assumir que a escola apresenta os diversos conflitos presentes em nossa sociedade. Normalmente, cabe aos professores das ciências humanas travar as discussões sobre os preconceitos diversos, como se o problema fosse uma questão de conteúdo e não de prática. Quantos professores silenciam-se e ausentam-se ao ouvir e presenciar práticas diversas de racismo, homofobia, machismo, bullying, entre outras agressões. Não defendo que o professor seja responsabilizado por essa esfera e sim, que haja uma conscientização da comunidade escolar de que o processo formativo é muito maior do que os conteúdos programáticos.
Lembro, que o silêncio do professor frente a diversas práticas pode justamente legitima-las junto ao alunos. Sabe aquele famoso "Quem cala, consente!"? É claro que o professor não dará conta de mediar a diversidade de conflitos presentes em sala de aula, mas há que se precebê-los ao menos. Certos silêncios, falam mais do que qualquer palavra!



sábado, 18 de maio de 2013

Encontros para multiplicadores - Casa Daros Rio

A Casa Daros, com sede em Zurique é uma instituição voltada à arte contemporânea latino-americana e tem um lindo espaço em Botafogo no Rio. Poderíamos pensar que é simplesmente mais um Centro Cultural mas tem um fator que a diferencia em muito de outros espaços na cidade, a Educação. Segundo Roberta Condeixa, assistente de Arte e Educação, todo o espaço e a forma de pensar a exposição das obras passa pelo setor Educativo. Desse modo, a instituição aposta na ideia de que Arte é Educação, buscando  dialogar suas atividades, exposições e espaço com os processos educativos.
Nesse diálogo, acontecem os Encontros para Multiplicadores, entendidos como:
"Atividade para professores, educadores sociais, artistas, pesquisadores, estudantes de arte e pedagogia conhecerem a filosofia de educação da Casa Daros, explorando a arquitetura do prédio e suas exposições." (Mais infos em: http://www.casadaros.net/index_rio.php?i=1154)

Participei do encontro de hoje e foi muito interessante, voltei cheia de questões instigantes acerca da educação e de como pensá-la enquanto atitude estética. A exposição "Cantos Cuentos Colombianos" é super provocativa e merece horas livres para poder experiência-la.  Fica a dica desse espaço provocativo que nos convida a aprender com a arte!