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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Reino Cuxe - Candaces (Rainhas-mãe) - Mulheres na História




Candace - Rainha Mãe

O Reino Cuxe esteve ligado diretamente com a história dos egípcios. Situado no atual Sudão, dominaram a região sul do Rio Nilo, então chamada de Núbia. Foram dominados pelo grande império egípcio e também os dominaram por mais de um século. Uma das características dos cuxitas é o fato de não fazerem distinção de poderes entre homens e mulheres. Podemos dizer então que coexistiam os sistemas patriarcais e matriarcas.
Quando eram líderes, as mulheres recebiam o título de Candace (que significa Rainha-Mãe). Elas eram responsáveis também pelas estratégias militares do exército. 



Para saber mais:




domingo, 10 de agosto de 2014

Griots e Griottes - Tradição oral e ancestralidade na África

GRIOTS E GRIOTTES
Povo do oeste da África, com Griots ao centro (de branco) - incício séc. XX

Quem são?
Desenho do Griot Djeli
Os griots(homens) e griottes(mulheres) são figuras importantes em diversos povos da África oeste, como os Mandê, Mandinga, Songhai, entre outros. Dizem que são contadores de histórias, mas são mais do que isso. Os griots e griottes são responsáveis por fazer a manutenção das tradições: contar as histórias passadas, passar ensinamentos, ensinar diversos conhecimentos e trazer as notícias de outros povos. Geralmente, utilizam-se da música, com o instrumento de corda chamado Kora, para encantar as histórias que cantam e contam. São também chamados de "guardiões da cultura oral africana".

Como se tornar Griotte ou Griot?
Geralmente, para se tornar uma griotte ou um griot é necessário ter nascido em família de griots. Assim, desde que nasce, o indivíduo é ensinado nas diversas artes e conhecimentos passados pela tradição.  Existem escolas que também ensinam como se tornar um griot através do contato com mestres antigos. Por fim, é importante que estejam sempre viajando, para aumentar o seu conhecimento sobre outros povos e histórias.

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* Até hoje os griots e griottes continuam trabalhando para a manutenção das tradições de seus povos.


Griotte Djeli a Bamako

Fontes:
http://tpafrica-eng.blogspot.com.br/2009/08/griot-master-of-word.html
http://www.taringa.net/posts/videos/17687648/Griots-guardianes-de-la-cultura-oral-africana.html
http://babathestoryteller.com/the-ancient-craft-of-jaliyaa/an-introduction-to-orature/
https://www.bucknell.edu/Documents/GriotInstitute/What%20is%20a%20Griot.pdf

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Projeto Quilombo Ontem e Hoje - Sugestão de Atividade

Ao trabalhar com a escravidão romana, no sétimo ano, construí um diálogo com a escravidão negra e suas formas de resistência. Assim surgiu o projeto "Quilombo Ontem e Hoje", que visa traçar um paralelo entre alguns quilombos e as atuais favelas no Brasil.
Num  primeiro momento, portanto, resgatamos a história dos quilombos no Brasil. Num segundo momento, construiremos relações entre algumas das favelas atuais e antigos quilombos.
Trabalhamos com o formato de vídeos em slide-show e abaixo, a sugestão da atividade. 

Projeto "Quilombo Ontem e Hoje":
1ª Etapa
Discutir com a turma o tema, o video do filme "Amistad" pode fomentar a discussão:




(Uma sugestão é a de trazer algum material escrito sobre a temática, ou ainda, trabalhar a partir de fontes)

2ª Etapa
Dividir a turma em duplas ou trios e acompanha-los à sala de informática. 
Orientar a busca por imagens e escolha de músicas.
Editar o video no programa "Windows Movie Maker".

3ª Etapa
Exibição dos vídeos para discussão e auto-avaliação do trabalho realizado.


--> Abaixo, compartilho alguns dos vídeos que realizamos:




quarta-feira, 22 de maio de 2013

Baobá - Árvore símbolo da África?

Será que é possível afirmar que existe uma árvore símbolo do continente africano? Em muitos livros e sites de cunho didático encontramos a associação do Baobá com a África. No entanto, temos que contextualizar a diversidade física e natural africana e problematizar como esse símbolos são construídos.
Pesquisando material audiovisual sobre o tema, encontrei o programa "Um pé de quê", apresentado pela Regina Casé, costuma ser veiculado no Canal Futura e é bem legal para se utilizar em sala de aula. Trazendo não apenas a diversidade natural como também a diversidade social e  linguística, o programa ajuda a questionar esse simbolismo da árvore Baobá (também chamada de Xibuio, Xumuo, Imbondeiro, entre outros nomes), originária do sudeste africano.




terça-feira, 21 de maio de 2013

Quem são os Griots?

Griot é como são chamados, em alguns povos da África, os contadores de histórias. Possuem uma função especial que é a de narrar as tradições e os acontecimentos de um povo. O costume de sentar-se embaixo de árvores ou ao redor de fogueiras para ouvir as histórias e os cantos, perdura até hoje. Os griots também são músicos e muitas vezes as narrativas são cantadas. O Império Mali, sob o comando de Soundjata Keita, por volta do século XIII confere importância notável a esses sábios. A construção da história de base oral é marca dos povos africanos antigos e o griot tem papel fundamental em sua estruturação.

Abaixo dois videos com Griots, o primeiro proveniente da aldeia Yelekela no Mali e o segundo com Angelo, griot de Guiné Bissau.






(Para saber mais: http://www.ciadejovensgriots.org.br/griots.php)

domingo, 21 de abril de 2013

Mapa Interativo - África e Conhecimento

Daqui a algumas aulas entrarei na África, antes da chegada dos europeus, com meu alunos do 7o ano. Estava pesquisando informações e vi o Coletivo Palmares postar esse Mapa Interativo sobre distintos reinos existentes no continente africano e seus diversos inventos e tecnologias. 
O que achei mais interessante foi o foco na questão da tecnologia. Em sala de aula, é comum os alunos associarem esse termo à modernização. Assim, acabam atrelando atualidade às tecnologias sem compreendê-las em seu percurso histórico. Walter Benjamin, filósofo alemão, afirmava que com o processo de consolidação do capitalismo na Modernidade, o Mito do Progresso vinha acompanhado de promessas de redenção. Uma questão interessante de se levantar é "Será que o desenvolvimento tecnológico garante, necessariamente, a qualidade de vida?". Fica a provocação!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Minicurso - Da Teoria à Prática - Literaturas Africanas na Escola


Divulgando o MINICURSO - A LEI 10.639/03 DA TEORIA À PRÁTICA: LITERATURAS AFRICANAS NA ESCOLA - da Universidade Federal Fuminense / UFF

Professoras: 
Alessandra Magalhães - Doutoranda em Literatura Comparada _ UFF
Ana Barbara Aprigio Rosa – Mestranda em Literaturas Portuguesa e Africanas _ UFF
Elisangela Silva Heringer – Mestranda em Literaturas Portuguesa e Africanas _ UFF

Coordenadora:
Renata Flavia da Silva – Profa Dra de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa _ UFF

Proposta: A lei 10.639/03, que alterou a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), tornando obrigatório o estudo de histórias e de culturas africanas e afro-brasileira, completou 10 anos. Apesar disso, os desafios para sua implementação ainda são muitos.
A proposta deste minicurso é, a partir da leitura de narrativas curtas de autores africanos, elaborar práticas pedagógicas que efetivamente discutam e ampliem o repertório sobre o continente africano, a fim de recusar estereótipos e construir senso crítico em alunos de Ensino Fundamental e Médio.

DIAS 04, 06, 11, 13 E 18 de março
Das 18:30 às 21:30 horas

INSCRIÇÕES pelo e-mail nepa@vm.uff.br
Os certificados serão emitidos pelo NEPA-UFF

CRONOGRAMA
04/03 – A lei 10.639/03. África: novos olhares
06/03 – A escola e a pluralidade cultural
11/03 – Os lugares da infância
13/03 – As relações etnicorraciais na literatura
18/03 – Compartilhamento das práticas elaborada
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sábado, 22 de dezembro de 2012

O funk carioca e as batalhas de passinho

Ontem, estive na Batalha do Passinho no Morro do Chapéu Mangueira, aqui no Rio. Fiquei admirada com a energia, o companheirismo e a alegria de todos os garotos e garotas envolvidos. Um coletivo, o Dá teu Papo, de jovens das comunidades do Chapéu e do Babilônia organizaram o evento. 
Pensei na notícia recente do governo cubano em perseguir e censurar o Reggaeton afirmando que é imoral e que suja a imagem do país. Por aqui não é diferente, diversos são os movimentos culturais de origem popular perseguidos e invalidados pelas vozes hegemônicas. Ao funk carioca é atribuído fazer apologia ao crime e falar apenas de sexo. Alguns chegam a dizer "Isso não é música!". Não só é música, como é cultura! Promove uma série de movimentos maiores que os proibidões, tão criticados pela Mídia Colombina. O movimento dos passinhos está aí pra mostrar as possibilidades culturais e históricas do funk. Através dessa cena podemos articular uma série de debates sobre a questão negra hoje, no Brasil.
Os meus alunos amam funk, estão dançando e cantando a todo momento, como ignorar esse gostar se é possível construir conhecimento a partir dele?


Deixo os links de videos da final da batalha de ontem e do trailer do filme "Batalha do Passinho - os muleque são sinistro":







terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Leitura para as férias

As férias estão chegando e já escolhi minha leitura para descanso e também reflexão! O livro "Educação  nos terreiros" de Stela Caputo. 



"Este livro é o resultado de quase 20 anos de pesquisa, tempo em que Stela Guedes viu crianças de candomblé crescendo e aprendendo o amor ao culto e à cultura de seus ancestrais. Na escola, porém, essas mesmas crianças escondiam sua fé, sentindo-se discriminadas, numa lógica de discriminação religiosa e racial. Esta obra é leitura indispensável àqueles que se interessam pela questão da diversidade na escola e lutam contra o preconceito." (fonte: http://www.pallaseditora.com.br/produto/Educacao_nos_terreiros/230/)


Na reportagem a seguir, Stela fala um pouco sobre sua motivação e processo de pesquisa:

 






sábado, 19 de maio de 2012

Tudo é ritmo

O que África tem a ver com a Pré-História? Pensar em temas que verticalizem as discussões, atrelando as realidades dos alunos ao conteúdo promove aulas permeadas de mais significação. As teorias evolucionistas defendem que o homem surgiu na África. Em vista da lei que regulamenta o ensino de História da África nas escolas brasileiras, porque não aproveitar o mote para promover esse resgate?
Fica como referência para possíveis discussões o incrível vídeo "Ritmo Foli" em que música, cotidiano e transcendência se intercambiam.