O Reino Cuxe esteve ligado diretamente com a história dos egípcios. Situado no atual Sudão, dominaram a região sul do Rio Nilo, então chamada de Núbia. Foram dominados pelo grande império egípcio e também os dominaram por mais de um século. Uma das características dos cuxitas é o fato de não fazerem distinção de poderes entre homens e mulheres. Podemos dizer então que coexistiam os sistemas patriarcais e matriarcas.
Quando eram líderes, as mulheres recebiam o título de Candace (que significa Rainha-Mãe). Elas eram responsáveis também pelas estratégias militares do exército. Para saber mais:
Desculpa Aula iniciada, nos colocamos todos em círculo, conversando sobre as dificuldades das últimas atividades. Eis que surge atrasado, o João. Com o olhar, me pede permissão para entrar. Vem e me fala baixinho: - Tia, me atrasei porque briguei com a minha mãe. Tem os olhos cheios d'água. Nervoso, novamente com o olhar, pede ajuda. Respondo: - Ô João, fica assim não. Vai lá ligar pra ela e dizer que está tudo bem! Ele vai, e um tempo depois, surge mais calmo. Entra na roda e em pouco tempo já está sorrindo junto aos colegas. Ao final da aula, pergunto se deu tudo certo com a sua mãe. João, agora com as lágrimas pulando dos olhos, me diz que sim: - A gente tem que aprender a pensar antes de falar, né, tia? E eu segurando as lágrimas que me vinham correndo pelos olhos, só consigo responder: - É João, e também aprender a pedir desculpa, que ser gente as vezes escapa do nosso controle.
Povo do oeste da África, com Griots ao centro (de branco) - incício séc. XX
Quem são?
Desenho do Griot Djeli
Os griots(homens) e griottes(mulheres) são figuras importantes em diversos povos da África oeste, como os Mandê, Mandinga, Songhai, entre outros. Dizem que são contadores de histórias, mas são mais do que isso. Os griots e griottes são responsáveis por fazer a manutenção das tradições: contar as histórias passadas, passar ensinamentos, ensinar diversos conhecimentos e trazer as notícias de outros povos. Geralmente, utilizam-se da música, com o instrumento de corda chamado Kora, para encantar as histórias que cantam e contam. São também chamados de "guardiões da cultura oral africana".
Como se tornar Griotte ou Griot?
Geralmente, para se tornar uma griotte ou um griot é necessário ter nascido em família de griots. Assim, desde que nasce, o indivíduo é ensinado nas diversas artes e conhecimentos passados pela tradição. Existem escolas que também ensinam como se tornar um griot através do contato com mestres antigos. Por fim, é importante que estejam sempre viajando, para aumentar o seu conhecimento sobre outros povos e histórias.
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* Até hoje os griots e griottes continuam trabalhando para a manutenção das tradições de seus povos.
O curso relaciona-se às discussões apresentadas na exposição "Do Valongo à Favela: Imaginário e Periferia", oferecendo a professores, estudantes, historiadores, pesquisadores e interessados em geral um panorama diversificado do pensamento contemporâneo sobre a história do Rio de Janeiro.
Foto da obra de Lucas Parente e André Parente
16/08 - Aula I - Cidade, arte e política: as transformações do pós-guerra com Prof. Dr. Nicolau Sevcenko (USP) 23/08 – Aula II – Um século de favela Prof. Dr. Marcos Alvito Pereira de Souza (UFF) 06/09 – Aula III – O povo de Cam e as rameiras: escravidão e prostituição no Rio de Janeiro com Prof. Dr. Luiz Carlos Soares (UFF) 13/09 – Aula IV – Escravidão, Cativeiro e Quilombo Profª Drª Hebe Maria Mattos de Castro 20/09 - Aula V – Ritual na arte afro-brasileira Roberto Conduru (UERJ)
Estão abertas as inscrições para o curso GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA no segundo semestre (agosto a novembro) de 2014, O curso inclui discussões sobre diferença, sexualidade, gênero e racismo na educação, focando especialmente a ação institucional, o currículo e a prática pedagógica. O objetivo é empoderar profissionais de educação atuantes na rede básica de ensino para promover uma reflexão crítica e transformar práticas pedagógicas hoje racistas, machistas, sexistas e homofóbicas.
Serão organizadas turmas em diversos pólos: no Rio de Janeiro (Botafogo, Centro, Cidade Universitária - Ilha do Fundão e Maré), em Duque de Caxias, Itaboraí e Magé. O curso Gênero e Diversidade na Escola tem carga horária de 120h, inteiramente presencial e gratuito. É dirigido a todos/as profissionais que estejam atuando diretamente em escolas da rede pública de educação básica – professores/as, gestores/as, diretores, coordenadores/as pedagógicos/as, orientadores/as pedagógicos/as ou educacionais, técnico-administrativos e apoio, além de profissionais que estejam em órgãos de gestão, como secretarias e coordenadorias de educação. Outros profissionais, estudantes, pesquisadores e integrantes de movimentos sociais também podem se inscrever.
O curso é uma realização da Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do Projeto Diversidade Sexual na Escola. Esta edição conta com financiamento do Ministério da Educação.
A definição acima, atrelada às questões, foram base de importante discussão em minha de turma de 7º ano.
Começamos, com a investigação dos povos germânicos e a nominação que receberam por parte dos romanos.
Partindo do pressuposto de que bárbaros eram aqueles não pertencentes ao Império Romano, sobretudo os povos Germânicos, trabalhamos a idéia de etnocentrismo e xenofobia.
Etnocentrismo = visão de mundo, em que o código de quem observa é tido como superior ou forma correta de se perceber a realidade;
Xenofobia = aversão aquele que é estrangeiro;
A partir dessa discussão inicial, trouxemos o debate para a nossa realidade.
Em que situações de nosso cotidiano, vemos atitudes semelhantes a que vimos entre Germânicos e Romanos?
Foi fácil chegarmos à questão do racismo, sobretudo por ter uma maioria de alunos negros nesta turma. Trouxemos relatos e experiências e a partir desse debate inicial, vimos o curta "Vista minha pele", que inverte a situação do racismo no Brasil. Na ficção, Joana, é uma menina branca num país de uma elite negra. Esse exercício de inversão, permite descortinar alguns traços do racismo cotidiano, que acabam por passar despercebidos para muitos.
A discussão continuou e vem dando importantes frutos até agora!