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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Reino Cuxe - Candaces (Rainhas-mãe) - Mulheres na História




Candace - Rainha Mãe

O Reino Cuxe esteve ligado diretamente com a história dos egípcios. Situado no atual Sudão, dominaram a região sul do Rio Nilo, então chamada de Núbia. Foram dominados pelo grande império egípcio e também os dominaram por mais de um século. Uma das características dos cuxitas é o fato de não fazerem distinção de poderes entre homens e mulheres. Podemos dizer então que coexistiam os sistemas patriarcais e matriarcas.
Quando eram líderes, as mulheres recebiam o título de Candace (que significa Rainha-Mãe). Elas eram responsáveis também pelas estratégias militares do exército. 



Para saber mais:




sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Diário de sentidos - I

Desculpa

Aula iniciada, nos colocamos todos em círculo, conversando sobre as dificuldades das últimas atividades.
Eis que surge atrasado, o João. Com o olhar, me pede permissão para entrar.
Vem e me fala baixinho:
- Tia, me atrasei porque briguei com a minha mãe. 
Tem os olhos cheios d'água. Nervoso, novamente com o olhar, pede ajuda.
Respondo:
- Ô João, fica assim não. Vai lá ligar pra ela e dizer que está tudo bem!
Ele vai, e um tempo depois, surge mais calmo. Entra na roda e em pouco tempo já está sorrindo junto aos colegas.
Ao final da aula, pergunto se deu tudo certo com a sua mãe.
João, agora com as lágrimas pulando dos olhos, me diz que sim:
- A gente tem que aprender a pensar antes de falar, né, tia?
E eu segurando as lágrimas que me vinham correndo pelos olhos, só consigo responder:
- É João, e também aprender a pedir desculpa, que ser gente as vezes escapa do nosso controle.

domingo, 10 de agosto de 2014

Griots e Griottes - Tradição oral e ancestralidade na África

GRIOTS E GRIOTTES
Povo do oeste da África, com Griots ao centro (de branco) - incício séc. XX

Quem são?
Desenho do Griot Djeli
Os griots(homens) e griottes(mulheres) são figuras importantes em diversos povos da África oeste, como os Mandê, Mandinga, Songhai, entre outros. Dizem que são contadores de histórias, mas são mais do que isso. Os griots e griottes são responsáveis por fazer a manutenção das tradições: contar as histórias passadas, passar ensinamentos, ensinar diversos conhecimentos e trazer as notícias de outros povos. Geralmente, utilizam-se da música, com o instrumento de corda chamado Kora, para encantar as histórias que cantam e contam. São também chamados de "guardiões da cultura oral africana".

Como se tornar Griotte ou Griot?
Geralmente, para se tornar uma griotte ou um griot é necessário ter nascido em família de griots. Assim, desde que nasce, o indivíduo é ensinado nas diversas artes e conhecimentos passados pela tradição.  Existem escolas que também ensinam como se tornar um griot através do contato com mestres antigos. Por fim, é importante que estejam sempre viajando, para aumentar o seu conhecimento sobre outros povos e histórias.

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* Até hoje os griots e griottes continuam trabalhando para a manutenção das tradições de seus povos.


Griotte Djeli a Bamako

Fontes:
http://tpafrica-eng.blogspot.com.br/2009/08/griot-master-of-word.html
http://www.taringa.net/posts/videos/17687648/Griots-guardianes-de-la-cultura-oral-africana.html
http://babathestoryteller.com/the-ancient-craft-of-jaliyaa/an-introduction-to-orature/
https://www.bucknell.edu/Documents/GriotInstitute/What%20is%20a%20Griot.pdf

Curso de História do Rio - Gratuito


Curso de História do Rio - do valongo à favela

O curso relaciona-se às discussões apresentadas na exposição "Do Valongo à Favela: Imaginário e Periferia", oferecendo a professores, estudantes, historiadores, pesquisadores e interessados em geral um panorama diversificado do pensamento contemporâneo sobre a história do Rio de Janeiro.

Foto da obra de Lucas Parente e André Parente


16/08 - Aula I - Cidade, arte e política: as transformações do pós-guerra com Prof. Dr. Nicolau Sevcenko (USP)

23/08 – Aula II – Um século de favela Prof. Dr. Marcos Alvito Pereira de Souza (UFF)  


06/09 – Aula III – O povo de Cam e as rameiras: escravidão e prostituição no Rio de Janeiro com Prof. Dr. Luiz Carlos Soares (UFF) 

13/09 – Aula IV – Escravidão, Cativeiro e Quilombo Profª Drª Hebe Maria Mattos de Castro 


20/09 - Aula V – Ritual na arte afro-brasileira Roberto Conduru (UERJ)


Inscrições aqui.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Curso de extensão em Gênero e Diversidade na escola - UFRJ

Estão abertas as inscrições para o curso GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA no segundo semestre (agosto a novembro) de 2014, O curso inclui discussões sobre diferença, sexualidade, gênero e racismo na educação, focando especialmente a ação institucional, o currículo e a prática pedagógica. O objetivo é empoderar profissionais de educação atuantes na rede básica de ensino para promover uma reflexão crítica e transformar práticas pedagógicas hoje racistas, machistas, sexistas e homofóbicas.
Serão organizadas turmas em diversos pólos: no Rio de Janeiro (Botafogo, Centro, Cidade Universitária - Ilha do Fundão e Maré), em Duque de Caxias, Itaboraí e Magé. O curso Gênero e Diversidade na Escola tem carga horária de 120h, inteiramente presencial e gratuito. É dirigido a todos/as profissionais que estejam atuando diretamente em escolas da rede pública de educação básica – professores/as, gestores/as, diretores, coordenadores/as pedagógicos/as, orientadores/as pedagógicos/as ou educacionais, técnico-administrativos e apoio, além de profissionais que estejam em órgãos de gestão, como secretarias e coordenadorias de educação. Outros profissionais, estudantes, pesquisadores e integrantes de movimentos sociais também podem se inscrever.
O curso é uma realização da Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do Projeto Diversidade Sexual na Escola. Esta edição conta com financiamento do Ministério da Educação.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Os bárbaros, ontem hoje - Etnocentrismo, racismo e xenofobia



bárbaro
Representação de Guerreiros Germânicos
(século I a.C.)
(latim barbarus, bábaro, bárbaro, estrangeiro, inculto, selvagem)
adjetivo
1. Cuja cultura medeia entre a dos civilizados e a dos considerados selvagens.
2. Próprio de quem não é civilizado.
3. [Figurado]  Rude.

Quem eram os bárbaros? 
Porque eram chamados de bárbaros?

A definição acima, atrelada às questões, foram base de importante discussão em minha de turma de 7º ano.
Começamos, com a investigação dos povos germânicos  e a nominação que receberam por parte dos romanos.
Partindo do pressuposto de que bárbaros eram aqueles não pertencentes ao Império Romano,  sobretudo os povos Germânicos, trabalhamos a idéia de etnocentrismo e xenofobia.

Etnocentrismo = visão de mundo, em que o código de quem observa é tido como superior ou forma correta de se perceber a realidade;

Xenofobia = aversão aquele que é estrangeiro;

A partir dessa discussão inicial, trouxemos o debate para a nossa realidade.

Em que situações de nosso cotidiano, vemos atitudes semelhantes a que vimos entre Germânicos e Romanos?

Foi fácil chegarmos à questão do racismo, sobretudo por ter uma maioria de alunos negros nesta turma. Trouxemos relatos e experiências e a partir desse debate inicial, vimos o curta "Vista minha pele", que inverte a situação do racismo no Brasil. Na ficção, Joana, é uma menina branca num país de uma elite negra. Esse exercício de inversão, permite descortinar alguns traços do racismo cotidiano, que acabam por passar despercebidos para muitos.


A discussão continuou e vem dando importantes frutos até agora!

*http://www.priberam.pt/dlpo/b%C3%A1rbaros [consultado em 28-03-2014].